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Soja testa novas baixas e acompanha as perdas de mais de 1% do farelo em Chicago nesta 4ª

Publicado em 05/04/2023

O mercado da soja volta a cair nesta quarta-feira (5) na Bolsa de Chicago. Perto de 7h05 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa recuavam entre 6,75 e 9,25 pontos nos contratos mais negociados, com o maio mantendo-se firme acima dos US$ 15,00 e o agosto sendo cotado a US$ 14,19 por bushel.

Os preços do grão acompanham as perdas do farelo de soja, que cedem mais de 1% na manhã de hoje, ainda refletindo as expectativas para a nova rodada do dólar agro na Argentina, que mais uma vez irá beneficiar o complexo soja.

"A nova rodada deve durar até o final de maio. Inicialmente falavam em 30 dias apenas. As processadoras argentinas receberiam um alívio e é isso que o mercado está precificando", explica o time da Agrinvest Commodities.

Ainda segundo a consultoria, já era possível registrar no início desta semana alta nos prêmios do derivado tanto no Brasil, quanto na Argentina, compensando parte das perdas na CBOT. "Apesar da nova rodada do 'soy dollar', a escassez de soja na Argentina vai se estender pelos próximos 12 meses. Não seria surpresa ver as processadoras argentinas parando por falta de soja neste final de ano", complementa a Agrinvest.

Além disso, o mercado começa também a dar mais espaço às notícias sobre a nova safra dos Estados Unidos. O plantio do milho já começou por lá, alcança 2% da área mesmo diante de adversidades climáticas, mas as previsões são de melhores condições nas próximas semanas.

As previsões indicando melhoras e o começo dos trabalhos de campo já exercem uma pressão considerável sobre as cotações e, agora, os olhos se voltam também para como será a definição de área entre as duas principais culturas do país.

Demanda chinesa, oferta grande no Brasil e macrocenário ainda incerto e nebuloso não deixam de estar presentes no radar dos traders, apesar de todo o resto.

Nesta manhã de quarta-feira, os futuros do petróleo realizam lucros, enquanto o dólar index sobe levemente frente a uma cesta de moedas.


Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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